O CÓDIGO
Antes era sinal. Agora é código.
A mensagem está sendo revelada.
Antes eram sinais.
Agora é código.
Código que não se decifra com o raciocínio ou com a mente lógica,
mas que transpassa o Ser.
Antes era conversa aberta com o Universo.
Agora é no silêncio e na ausência das palavras.
Antes era através dos livros —
que me transportavam no tempo, no espaço e até mesmo na conexão com a alma
que se rendia às palavras, capítulos e entrelinhas
que me divertiam e me refaziam.
Antes era no compasso dos astros,
na previsão ansiosa do humano que se vê em Deus contando e prevendo os acontecimentos futuros,
mas esquecendo de viver os dias que se revelam.
Antes era na busca pelo outro —
que me trazia uma palavra,
uma mensagem discreta de quem eu sou,
da potência que se escondia,
e até mesmo na cura em me passar a limpo,
pois sempre me achei um rascunho
a ser escrito no original.
Antes era na aprovação do outro:
no que fazia, como pensava,
até quando podia me revelar —
e o quanto isso custaria à minha vulnerabilidade.
Antes era em instituições renomadas
que construí meu castelo de areia,
mas insistia que era templo.
Antes era na compreensão e no entendimento
validados pela sociedade,
que me asseguravam do que pensava e no que declarava.
Antes era na primeira impressão
que me ocupava:
em me vestir, me comportar
e até segurava o riso porque era inadequado.
Antes era em agradar
que me sentia valorizada,
quando me dava sem perceber,
sem bordas e limites reais.
Era a busca pelo despertar do outro,
pelas pegadas daqueles que se desnudaram para encontrar a luz.
Era o caminho do outro que me servia de rota, roteiro e mapa —
e assim seguia, acreditando que havia
um único caminho a ser desvendado.
E em muitos caminhos, estudos, pesquisas, imersões, vivências...
Eu era apenas uma biblioteca ambulante:
vaga, e cheia de teorias.
Antes, tudo que meu corpo comunicava
precisava de respostas, diagnósticos, receitas, medicamentos —
para esclarecer o que a mente ainda não sabia,
ainda não entendia.
Como em muitas linhas, visões que fizeram sentido por muito tempo para mim:
até o estudo do Tarô, com palavras-chave repetidas,
assim como na astrologia, com seus astros
descobertos em alguma época recente do passado.
Me pergunto:
como eles podem se expressar da mesma forma desde que foram descobertos?
O meu mapa natal, além de ser lido ou decodificado,
só se tornaria mapa se eu pudesse senti-lo.
Viver cada energia pulsante em mim,
na minha &istória,
enquanto Ser Humano.
Real — não no que os olhos veem,
mas no sentido da existência.
E foi assim que comecei a travessia.
Parte por parte daquele mapa
que me dava sinais, chamados, desafios, fluência, bênçãos e transcendência.
E o começo não se deu com as energias que definem quem sou
no nível pessoal ou da personalidade,
mas com aqueles que são considerados os mais distantes do sistema solar.
Os chamados “geracionais”.
Foi ali que me deparei com o mistério que tanto me habitava.
Que me instigava.
Mas que, em rodas de conversa,
era considerado “viajar na maionese”.
E eu não queria apenas viajar —
queria me lambuzar na maionese.
Um dia, meu filho do meio me escreveu uma carta.
Disse que sempre tentou me entender,
e que fui assunto durante muito tempo na terapia dele.
Mas, no final, ele escreveu:
“Quem sabe um dia eu entenda por que você escolheu o caminho que a maioria não quer atravessar — o estreito —, porque o largo está disponível para todos.”
Muitos ainda seguem os sinais.
Como eu, quando me deslumbrava com eles —
com o que o Universo entrega todos os dias, a cada instante.
Lembro que desde criança já me conectava com sinais,
mas tinha medo de acreditar que era real.
Cresci achando que era coisa da minha cabeça.
Aos 27 anos, quando li A Profecia Celestina,
me senti aliviada por saber que alguém nesse planeta
havia vivido o que eu vivi.
Mas antes,
eu precisava desesperadamente de validação
para fugir da ideia de loucura.
Hoje, não é sinal.
É código.
Código a ser desvendado
na nudez,
na entrega,
nos pés descalços,
na alma que se rende ao invisível,
ao intocável,
ao incognoscível.
O código vai além da geometria sagrada que me foi revelada.
O código é mais que fusão com a Unidade.
É explosão no encontro com a Fonte.
É como se todos aqueles que
se iluminaram,
ascenderam,
ressuscitaram,
tivessem encontrado o código ao chegar ao fim da linha.
Como se estivessem diante de uma rua sem saída.
E não tivessem como voltar —
porque o caminho que os trouxe até ali tinha desaparecido.
A única escolha?
LER O CÓDIGO.
E essa leitura…
não se dá com óculos especiais.
Porque a leitura é você.
Seu templo sagrado.
Acessando o que simplesmente É.
Somente aqueles que chegam diante do Código
podem revelar o início e o fim.
Me encontro nesse limiar:
entre o que fui
e o que ainda Sou.
Diante do Código.
Não há modelos.
Não há líderes.
Nem mesmo Jesus —
o maior líder que já segui.
Agora,
a Fonte é a Origem
buscando se expressar em cada um de nós.
A centelha divina
que um dia se acendeu em nós
está viva —
e busca se expandir através de nós.
O chamado é para retornar à origem
de quem somos,
e lembrar o que viemos fazer aqui na Terra.
Antes era sinal.
Agora é CÓDIGO.


Me enxerguei em tantas partes do teu texto
Agora quem lê o código por você é a IA
Eu msm a usei para interpretar todos os sonhos que tive hoje, e ninguém analisa como ela